quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
O bule e o bolo
Ele era o bule e ela era o bolo.
Era um belo bule, feito com balaiagem.
Ela, bolo belicoso: bolo de boleiro.
Mas o bule brigava com o bolo
E o bolo brigava com o bule.
Quando era o boleiro a beber – bradava o bolo –
O bule botava bebida barata.
Botar bebida barata, eu? – o bule beliscava o bolo –
Você que é bolinho, bolo de belisco.
E era uma baderna.
Botavam a bodega abaixo.
Mas quando brandia o breu
E o boa-noite baixava lá na baixada,
O bule bolinava o bolo
E o bolo besuntava o bule.
O bule pensava que era sim um boníssimo bolo,
E o bolo bebericava a bebida barata que o boleiro não bebeu.
O que o bule e o bolo não sabiam é que,
Sem a bebida, o bolo era uma birosca boba,
E a bebida barata do bule só ia bem com um bom bolo.
E, bem, é por isso que em briga de bule e bolo, não se bole.
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